Enquanto tomava um longo banho, procurava acreditar que as lágrimas que lhe caiam dos olhos, eram um ardor provocado pelo shampoo. Não conseguia acreditar que mais uma vez estava passando pela mesma história, chorando pelo mesmo cara que acreditava ter mudado.
Alice passava suas horas pensando em como poderia resolver a situação em que se encontrava, já não conseguia raciocinar com clareza à respeito das decisões que precisava tomar.
Jogava tudo pro ar e começava da estaca zero, com o plano inicial... ou lutava por um amor que julgava ter sido traçado na maternidade?
Não acreditava específicamente em predestinação mas acreditava, em especial, naquele amor. Tinha em mente que cada um traça os próprios passos, cada um é responsável pelo próprio futuro. Desejava no momento somente ter a coragem pra por em prática um dos muitos pensamentos: desistir de toda e qualquer coisa que a impedisse de ser feliz e de realizar os seus sonhos.