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sexta-feira, 13 de abril de 2012

ghosts

fantasmas são tudo aquilo que se vai, deixa de fazer parte da sua vida e volta vez em quando para te assombrar.
fantasmas de assombrações vivas.
alguns voltam para te mostrar porque ficaram para trás.
alguns, simplesmente, voltam... e voltam...
te impedem de seguir em frente.
mas, o problema é que nunca se materializam. voltam, mas não ficam.
é ilusão acreditar que será diferente uma vez mais, porque eles foram feitos para não existirem, de verdade, no nosso meio e tudo que podem é atrapalhar.
"eu sabia que você viria. sabia que voltaria. é o que você sempre faz. você disse que não fui clara, o suficiente, da ultima vez e que agora seria diferente. gostei de você dizer que permaneceria. sabia que não era verdade mas achei que, dessa vez, teria ao menos um adeus quando partisse. pensei que duraria mais. então dormi, sossegada, pois você disse que voltaria quando eu acordasse, mas, foi só um fechar e abrir de olhos e todo aquele papo já tinha se esvaído. não quero acreditar que, de novo, falei de tudo que não devia ser dito, e você com seus olhos vazios, pálidos, fingiu se interessar, mas de novo (e de novo) falei, falei e tudo que gastei foi tempo! se não veio para ficar, não volte mais! isso é tudo, engana-se ao pensar que só por estar aqui, já faz bem, nem precisa se explicar mais, pois cada vez pioram os argumentos. só vá..."

terça-feira, 3 de abril de 2012

sun goes



- "eu vejo pôres-do-sol!"
- "com que frequencia?"
- "todo tempo! e isso me gusta."

não sei que tipo de pensamento indecente isso me causa, mas gosto da noite e de como ela vem. o pôr-do-sol é um dos momentos mais bonitos de cada dia, é como se ele estivesse "chamando" a noite. ele se vai. e ela vem.
e não é só isso... acho que ele é meio como eu. mistura cores, sensações, pinta, é gradual. um pouco imponente. não pede licença. vem-faz arraso-acaba. e se você considerar que cada dia é uma vida nova, você não tem duas chances de vê-lo em uma mesma vida.
não acho que seja tão graciosa e indescritível quanto ele, mas, aprendi a ter o meu lugar...
sabe. eu não sou aquela mais. aquela eu era. hoje sou o que me tornei. goste [eu] disso, ou não.
numa selva de pedras, você precisa ser um pouco de britadeira [se é que me entende].
sometimes sinto falta da inocência e de não ter que me expor, mas já que o fiz, preciso enfrentar, seja o que for. não que eu não goste de correr, mas essa não é uma opção. tudo aquilo de que você corre, volta pra te perseguir.
eu sei, eu sei, talvez tenha me tornado um pouco má, mas isso se chama escudo, costuma proteger a mente e, às vezes, o coração.

sexta-feira, 30 de março de 2012

costumo espiar por janelas que andam.
normalmente vejo coisas lindas que me atraem a atenção, me envolvem, me deixam em êxtase...
eu páro pra observá-las. misturo as cores, sons, cheiros e brisas.
me deito muito em travesseiros que falam, às vezes isso é reconfortante.
mas, quando tudo se fecha ao meu redor... sons, fragrâncias, paisagens e pessoas. quando só resta a escuridão insípida, incolor e inodora, é seu rosto que preenche o vazio.
não sei o que faz me remeter a você sempre, porquê você oculpa meus sonhos, minhas curiosidades e incertezas.
sempre conquistei tudo que desejei e tive que aprender que o mundo não está ao meu dispor.
derrotas e desgostos são dolorosos.
não gosto de dúvidas.
mas, tudo isso passa.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

em frente





não vou te [me] enganar dizendo que não te procuro mais.

que não te sigo (em silêncio) e que o que você faz já não me desperta curiosidade.

isso seria burrice.

não consigo negar.

ando devagar pra que você não me perca de vista, mas já não olho mais pra trás.

e me martirizo com as perguntas que gostaria de fazer pra você, mas não farei.

e também penso se você sente culpa por algo, ou se pra você tanto faz.

já que sei que não sente mais minha falta. absoluta certeza.

agora vou por no chão tudo que tenho contra/com/por você. vou me virar devagar. contar até 3 e correr. correr o mais rápido e mais longe que puder. trate você de recolher esses restos. porque tem alguém me esperando.



quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

que fique dito

eu sinto você vindo. sei que você vem. não sinto sua falta, mas quero te ver. não. quero que você me veja. quero que veja que sobrevivi a suas mentiras, e que preciso de você menos do que pensava que precisava. na verdade, não preciso de você. mas, precisava saber o que você ganhou com isso, se te fez bem me ver sendo enganada. sinto falta do que acreditei que você era. sinto falta de como me sentia antes de saber que você nãoera.
não sei se quero falar sobre isso, mas quero que fique registrado. você não é.
e não finja que não sabe do que eu falo. recebi a segunda dose da vacina. não adoeço mais.
(por isso) obrigada.
chorar, não choro. não sei mais chorar à toa. (isso é pra quem tem lágrimas)
mas, sinto raiva. mais de mim que de você. você é só você e já foi. eu é que sempre continuo comigo. e que fique dito.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Retrô

amo essa época do ano, acho a melhor... falar sobre algo que já acabou (ou está quase). amo fazer minhas retrospectivas... elas são bastante válidas.

não há dúvidas que este ano tenha sido um marco, talvez um marco de algo que em pouco tempo passe a ser nada, mas o fato é que cada ano vem sendo melhor.

durante o tempo que passamos por ele, tivemos a impressão de assistir o ano voando, mas quando olho lá pra janeiro, parece que se passou um século, de tanta coisa que aconteceu.

houveram perdas, conquistas, quedas e recomeços, mas, esse ano foi espetacular!

devo dizer que sempre espero o melhor, mas não me importo se 2012 for nesse estilo, apesar de ter certeza de que haverá um pouco mais de emoção...

é isso que eu quero: menos medo, mais ação, adrenalina, esperança... não acho que seja de mais pedir um amor, também! quero me arriscar!

eu não quero deixar de pisar, por medo de cair, quero perder um pouco disso...

também não quero fazer promessas de ano novo, mas quero cumprir as que não fiz...

preciso aproveitar mais as oportunidades e saber do que sou capaz...

quero ao meu lado pessoas boas, apesar de que, disso não posso reclamar neste ano.

eu já disse que sei que tudo passa, mas não quero que tudo continue passando...

eu quero me machucar um pouco, sabe? só pra sentir que ainda sangro, pra lembrar como é e testar minha capacidade de cicatrizar...

acho que a palavra pro próximo ano é superar... meus medos, inseguranças e dificuldades...

já estou pronta pra recebê-lo, ano novo, apesar que tenho certeza que lá pelo 3º, 4º mês, já vou estar pedindo outro ano novo... haha



feliz ano novo àqueles que vão passar sozinhos, em família, em casal, ou no sofá assistindo ao show da virada, àqueles que querem festa, ou aos que só querem dormir... o que importa não é o reveillon (a virada do ano) e sim, o que você pretende fazer com o ano que está vindo!!
Beijo grande a todos... ;]

sábado, 24 de dezembro de 2011

Natal de novo

Acredito que todos esperem de um blog, alguma mensagem de natal... por enquanto vai ser só de natal, porque acho que desejar boas festas tudo de uma vez é sinal de preguiça...
Todo ano tem Natal (óbvio) que vem com a mesma ladainha... presentes, felicitações, mensagens, desejos, etc...
Eu penso que o Natal animado e alegre seja mais pras crianças (elas, sim, são felizes), quando se chega ao nível de cansaço e stress das pessoas adultas, o Natal é uma chance de descansar!
Por ser cristã, só comemoro o Natal pelo nascimento de Jesus, mas sem tantos floreios...
Não criei muitas expectativas pra esse Natal, mas, tô feliz por ele ter chegado...
Temos mais uma semana nesse ano e ainda acredito que há muita coisa pra fazer.
Se o Natal é uma chance de aproximar os que estão intrigados... abraçar aqueles de quem se fala mal, e etc... então nos utilizemos dessa data! Desde que por trás não aja rabujos e 'macumbas', sejamos educados com aqueles que, pelo menos nesse dia, nos oferecem um sorriso...
Crianças... sejamos bons nessa véspera e data. Se beberem, não dirijam, não briguem, nem armem escândalos... Sejam amigáveis, educados e gentis. Garantam o Natal de alguém, porque ano que vem tem mais e nunca se sabe o que esperar!!!

Feliz Natal. Boas Festas, comilanças e comemorações...

(Aguardo meus presentes ;**)

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Hohoho feliz aniversáaario!!

Para alguém a quem não poderia deixar de homenagear...


há alguém em algum lugar do Nordeste,

nas belas praias 'natalinas'

com um falso sorriso falso

porque de rabugento, nada tem

tem é grande coração,

e teima em dizer que já sente em ver

toda essa engrenagem a ferrugem comer.


de velho mesmo, só pra quem não conhece,

tem a cara amarrada

a indisposição em falar, em conhecer, em amar...

gosta, mesmo, é do silêncio

do silêncio do vento, talvez

mas, só conhecendo pra saber.


e eu é que sei, viu, porque até rir já fiz

e nada me faz desistir de acreditar

que esse home ainda sabe amar

que evita por medo de ser feliz

porque com o escuro já até se acostumou

contempla essa vida d'uma cela

que é prá não ter que explicar porque já chorou.


não vai me convencer dessa frieza

porque sei bem de sentimento que artista tem

e isso é, e muito!
e pra me convencer, não tem maneira

não dá pra explicar porque se importa com essa mineira

que nem mesmo conhece.

que tanto te aporrinha de história

e cê de tão gentil e cavalheiro,

não se importa de ser alugado

parece até que gosta do aporrinhado

e acha é graça dessa farsa...


hoje é seu aniversário

mas, quem ganha o presente é eu...

ter alguém, mesmo à distância

que se importa com a circunstância...

mais "ouve" que "fala"

sempre à disposição.

seu presente ainda não deu pra mandar,

mas, minha alegria é poder falar

que tenho amigo no Nordeste...

e qualqué dia desse, nós vão encontrar...


Parabéeens, Leoon!!!!!


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

little birds

pássaros loucos
de canto rouco
me encantam pouco (ou nada)...
esses que trazem no bico
aquelas frases de pinico
que eu amo odiá.
e vão pintano no céu de merda
com cara lerda
toda aquela confiança
que leva embora minha paciência.
e que de cara lavada, acha que me ganha
nessa engenhoca falida de experiência.

pena essa de ter um pouco de mamãe pássaro
e ter de aninhá
mas, é só tu sonhar que é mais qu'isso
pra virá beija-flor
e rapidim tu vai ver o tilintá de asas
dessa flor que vuô

estranho essa beija-flor que faz mel
e só faz grudá
quanto mais rápido bate as asa
quanto mais alto tenta levantá
mais parece convidá pra nhanhá
e nem adianta implorá, curiózinho,
nem pega-moscas, nem gaiola vai sigurá

e assim a meia luz,
nem precisa insistir, joão de barro,
porque a tua todo mundo saca
nem precisa cantar aquela música que tu 'ensaiô'
papagaio do bico dourado, nessa tu 'dançô'.
e tu, então, urubu carnicêro,
vai ciscá n'outro terrêro
que filé com fritas num é pra qualqué lambuzêro!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

qu'il peut aller bien

vivi muito vivi-sofri
e não preciso dizer o porquê
mas, o fato é que sobrevivi ou vivi,
não importa.
eu sei da marca que tenho em mim
isso não passa
fica a cicatriz, ate pelo que fiz
e pelo que também não fiz.
eu sei de coisas que nem disse a você
claro que sei, são sobre mim,
então não acredite quando me vê feliz assim
meu peito dói e o coração pulsa,
mas, ainda estão inteiros, acho que sim, estou - obrigado.
acontece que pelo que se chegou ate mim, mudaram-se as situações
tudo foi clareando pouco a pouco, mesmo que por vezes escurecendo.
não me compreenda mal, mas aprendi a conviver comigo.
acontece que pra quem me escreve eu sou/estou perfeito assim,
mesmo sabendo de todo ou parte do meu passado/ pelo menos do que contei.
e pra ela só importa o que sou hoje, um anjo que se preocupa, que esta sempre ali, um grande amigo.
estou aqui e o tempo passou, as coisas vão mudar, eu vou!
sofriviviameichoreisorri. Isso não importa mas, pronto, estou aqui,
espero esse próximo futuro que, sei, vai ser diferente, nada disso vai importar daqui pra frente.


espero que seja assim pra você! MT

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Toast aux arts

Não o sou, mas me faço como tal

quando no meu pensamento elaboro descrições
do que faço, do que sou...
de cada mal...
bem ou mal o faço.

Se penso, logo existo
quando escrevo, logo o sou.

Não me importo com o que pensam
como vêem o que escrevo,
quando escrevo, não devo.

Me utilizo desta que, bem posteriormente,
foi reconhecida como uma das belas artes
mas que, para mim, é única,
que, quando me inspiro, me invade.

Nem penso em pedir desculpas
se a alguém, aqui, desagradei
deixo só o meu recado
no momento, não sou amado...
mas, tenho meus poemas para recorrer.

Escrevo quando há sofrimento,
meu diário ouve meu lamento,
minha poesia atende minha súplica.

E quando ao céu do amor eu voltar,
não tenho porquê minha escrita abandonar,
pois, esta atende a loucos e sãos
amantes, amados, amores...
a sofridos, sofredores.

E há de me servir no momento de dor,
no segundo da ilusão
e na paixão.
"Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que..."
depois de minha morte, meus escritos me imortalizem.


Feliz dia dos poetas, poetisas, amantes e os que tentam (como eu)...!!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Enjoy details




E há de haver felicidade... se não houver, a gente inventa...


E há de haver sonho... se não houver, a gente vende...


E há de haver uma razão, um motivo pra buscar, destrinchar a historia da humanidade, não só a da humanidade, a de cada ser individualmente, descobrir a motivação.


Não vamos agir mecanicamente, dia após dia, vamos encontrar uma novidade em cada pequeno detalhe, aquele detalhe que sempre deixamos passar. E, provavelmente, você não vai se importar com esse cliché que eu acabo de dizer, do qual já se falou em musicas, em filmes, livros... Mas, mesmo assim, eu vou dizer.


Porque eu descobri que já me acostumei tanto a fazer algumas coisas, que nem percebo que as fiz, e nem me lembro se fiz.


Já nos acostumamos tanto a fazer o mesmo caminho, pro trabalho, pra escola... que não nos permitimos conhecer novas coisas e proporcionar estímulos ao nosso cérebro. Não damos a ele a chance de observar não-mecanicamente o ambiente. Observar flores, árvores, pássaros, ou ate intervenções humanas como casas, campos, pontes...






Eu quase não tenho vontade de me mexer, nem de pensar, então espero, espero e observo. Me estimulo tanto, que acredito que algo, uma hora, vai mudar.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Enjoying the life (again & again)

o último comentário do rene (www.atavernadaraposa.blogspot.com) me deixou um pouco grilada, me fez pensar um 'caldo' na vida.
não é de hoje que eu observo afinidades e semelhanças entre os 'acontecimentos acontecidos' comigo e os acontecidos com o rene. e não só com ele, com vários amigos, um pouco mais velhos, que já enfrentaram situações semelhantes.
então, eis a questão: será que é absolutamente normal e esperado que vivamos todos as mesmas cenas da novela, mesmo que escolhamos caminhos diferentes e estilos diferentes de vida?
explicando: é aquele cara ou aquela garota que gosta muito de você, daí você não sente uma coisa parecida e depois quando começa a se interessar, ele/ela te esnoba;
é aquele hábito que você tem/tinha de observar as estrelas, as luas, os céus e os fenômenos da natureza;
é aquela insegurança que te assombra, depois auto confiança que te invade quando você percebe que é superior a qualquer coisa que tem o prazer de te ferir;
é o medo de uma vida nova que você tenha de enfrentar, mas que seja totalmente necessária;
é a indecisão;
o assombro pela vida;
a solidão...
(e por aí vai)
tudo isso se repete, não importa se você é negro, branco, vermelho ou azul...
se você estuda num colégio/faculdade particular, federal, estadual ou fuleira...
se você anda de ônibus, de camaro, de jatinho ou à pé...
não importa quão diferente você seja de todo o resto do mundo, algum desses tipos de situação, você terá em comum com alguém.
porque todo mundo, em algum momento da vida, se sentiu sozinho em meio à uma multidão, ou quis fugir pra não tomar uma decisão.
mas, como se chama isso? o que significa? como reagir a isso?
hoje não intento dizer verdades ou raciocínios... só tenho perguntas a apresentar.
sem mais!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Enjoy the moon



Depois de muito tempo, só uma coisa me pudia despertar a atenção... a Lua

A Lua ontem tinha um ar diferente.

Nada de ingênua, cheia, brilhante ou adorável...

ela era sarcástica.

Tinha um sorriso debochado, acho que ria de mim.

Mas, era impossível não olhá-la.

Mas, ela me criticava.

Era impossível não criticar, frente à situação deplorável.

Você vive a vida com todos, você pensa que vive a vida. Mas, no fim da noite é você quem está sozinha, indo pra casa sozinha.

E então, com excessão do vento que te toca com força e da Lune que ri de você/com você/ pra você... você não tem mais ninguém!

Não importa o quanto você se esforce, se exiba, (ou se permita ser vista), ninguém te nota.

E ai incrivelmente, você vê todas as pessoas que não gostaria de ver, quando pensa que sua noite não pode ser pior. Mas, é certo que você treme os joelhos quando a (o) vê.

Ria de mim, Lua... EU estou com vontade de rir.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

enjoy your camel

... pra quem pensa tudo ao mesmo tempo





a verdade é que eu nunca entendi... por que as decisões mais importantes têm de ser tomadas com o menor tempo possível? a verdade é que não se pode decidir toda uma vida sem tempo pra pensar.


os calafrios, os arrepios, não são só pelo frio... a fenda espacial no estômago. os tremores. a fraqueza e a cabeça que pensa tudo ao mesmo tempo, que não pára, que não dorme, não descansa... aaah... essa cabeça nada pode fazer agora! atingiu a sarjeta. depois de matar. matar os sonhos, as esperanças, o medo? [não, provavelmente não, esse cresce cada vez mais]. depois de matar tudo que pudesse crescer dentro de si, atingiu a sarjeta, em todos os aspectos. e sentada ali, com seu camel, só tentava organizar tudo que brigava por prioridades em sua mente - que não pára.


- "como é que vai ser?" - "daqui pra frente"? - "não, só hoje, quero saber de hoje". - "como vou sobreviver?" - "como é que vou me ajeitar?" - "como vou conseguir comer?" - "ou... só voltar a respirar..." - "não sei! quem sabe?" - "talvez nunca saiba" - "vou ter que me contentar em imaginar".


e o mais difícil é esperar, do tipo: espere e verá. e até que aconteça, não dá nem mesmo pra viver. nem adianta tentar. porque não se pode ouvir, ver, sorrir, comer, dormir, sonhar. pelo menos, não verdadeiramente.




~prece. faça uma prece. com tudo que você aprendeu. com toda a força que lhe resta. com o último fio de esperança do que quer que seja que deseje.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Judgment

engraçada essa situação de julgar pessoas... alguns ruidosamente silenciosos, outros silenciosamente barulhentos. a tensão evidente faz com que ninguém deseje chamar a atenção.
cada detalhe deve ser minusciosamente analisado (perscrutado) pela importância da ocasião. pena que algumas pessoas não podem muito ajudar.
deprimente mesmo é a situação de ser julgado, o centro das atenções, o único palhaço do picadeiro, o show é dele. talvez seja por isso a apreensão, ou não, talvez seja porque ele caiu antes, é, deve ser isso, e todo esse circo foi montado por esse motivo.
a solução dos problemas está nas perguntas, seja a outros, ou a você mesmo.
OLHOS, OUVIDOS, BOCAS

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Entorpecida



o desejo de escrever incomodava tanto que tirava o sono.

talvez seja a leitura excessiva. o fato é que um certo torpor tomou conta de seu corpo e abriu os olhos de relance. ao abrir os olhos encontrou uma cena perfeita...

a música falava sobre esquecer. as luzes mudavam depressa e só havia uma estrelha no céu - na verdade haviam outras também, mas essa se destacava, brilhava absoluta - dava pra pensar: mas uma imensidão de céu para uma só estrela? isso é egoísmo! sentindo-se membro da realeza, a lua a rainha e ela a princesa. a lua um capítulo à parte, em toda sua nobreza.

escolho falar sobre as estrelas daquela noite. um céu de um azul escuro, bem clarinho... a princípio só se podia ver uma estrela (como já foi dito), mas se estreitando os olhos, dava-se pra ver as outras tímidas, como vagalumes distaaantes... que aos poucos se abriam, iluminavam por pouco e se escondiam. era como uma colcha escura, clarinha com milhões de purpurinas que só se podia ver o reflexo. e só alguns quilômetros à frente, foi possível ver a lua. gigante. brilhando.

a verdade é que apesar de, por alguns minutos, essa tela hipnotizar, não era possível desviar o pensamento e não importava quem estava ao seu lado, segurando sua mão, consolando seu coração, respirando alto. os arrepios a tomavam por não querer pensar. não querer admitir. não querer acreditar. por vezes é mais fácil e mais recomendável, tentar se enganar.

afirmar é como permitir. negar parece afastar.

e no mesmo ritmo [entorpecida] adormeceu e sonhou...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

MSN'ando

ei! o que você pensa que tá fazendo? vindo e saindo e vindo na minha vida como uma janelinha de msn? faz questão de que eu veja você entrando pra eu prestar mais atenção!
e suas atitudes, suas palavras, que parecem ser pra mim, intentam me ferir, como indiretas de subnicks?
você já não me chama, somos como estranhos, talvez amigos virtuais, talvez bem menos que isso porque já não conversamos mais.
e eu ali sempre te observando, vendo o que você está ouvindo, olhando seu sorriso na imagem de exibição, sempre indiferente, sempre estático, sem reação.
me dei conta de que o histórico da nossa vida é pura fachada.
sua falsidade (em negrito), palavras distorcidas (em itálico).
suas caras e bocas como emoticons, suas palavras coloridas... e tudo que compartilhamos...
queria bloquear você do meu pensamento, excluir meus sentimentos, deletar sua identificação.
mas, não! prefiro deixar você me ver, me ver subindo, acompanhar minhas palavras prontas, minhas mudanças, minhas diretas-indiretas, e olhar o meu sorriso meio 3/4 que suas atitudes não conseguiram apagar.
daqui pra frente o nick é novo, só quero te avisar, agora já não adianta mais chamar, procurar, porque meu status pra você vai ser sempre ocupado!!

livre o suficiente


.é uma ótima forma de começar o dia, um ótimo dia pra começar a semana. mas eu só queria que meus pés não tivessem rumo certo, queria que minhas mãos não estivessem tão ocupadas, que não houvesse tanta bagagem e eu pudesse correr... pudesse sentir a água caindo no rosto, molhando o corpo, lavando a alma. talvez fosse realmente um dia perfeito, se não houvesse tanto por fazer! desejaria que não houvessem tantos rostos conhecidos, tantas obrigações e nem caminhos certos, percorridos.

que qualquer lugar que eu fosse, estivesse a me esperar e nele realizasse indizíveis feitos.

queria que sentir fosse suficiente, não houvesse necessidade de explicações... nunca fui muito boa com palavras --'

por isso amo os bebês! com eles não é necessário falar, só demonstrações, eles não se esqueceram o que é sentir...

e se eu pudesse correr? correr tanto que não me lembrasse mais de onde vim, até que meus pés doessem, minhas pernas amolecessem e eu caísse, sem reação.

talvez eu precise mesmo é correr de mim, me afastar de tudo que me lembra o que eu posso fazer comigo mesma.

já que não é possível, me abrigo em baixo de uma proteção que me impede de entrar em contato com o que cai lá fora. até que eu esteja livre o suficiente pra passar por ela sem me preocupar. . .

segunda-feira, 28 de março de 2011

(Im)perfeito


Já não é só tênis e o salto não é mais "5", a maquiagem não é mais toda rosa, as roupas não são só "larguinhas", os amigos são poucos, a mochila não tem rodinha e o compromisso não é mais a escola.

Mas as luzes da cidade, agora assustam mais...

Seria mais real se assustassem enquanto ainda era criança, mas talvez seja a falta de proteção.

O vento bate diretamente no rosto e não em um apoio...

A crueldade dirige-se diretamente e não a terceiros...

E as decisões são tomadas sem escolha e sem ajuda.

Muitas dessas decisões são difíceis e decisivas, mas não importa é preciso tomá-las sozinha.

O problema é que não importa quantas coisas boas você faz, todas elas são esquecidas por um deslize!

Mas talvez quem se esquece das coisas boas e se martiriza pelas mal-feitas, seja a própria.

"E se eu só me virar e correr?" ["...if I just turn and run" - fake plastic trees: radiohead]

Não... não iria adiantar, a minha mente me acompanharia onde quer que eu fosse.

Mas é muito mais que isso... é assumir que "o perfeito" não existe. Nem o plano perfeito, nem o ato perfeito, nem a pessoa perfeita, nem o mundo perfeito.

Como diria Platão (talvez ele não dissesse com essas palavras, mas): O mundo sensível é uma cópia do mundo das ideias, e as cópias não são perfeitas, elas são só imitações (por mais bem feitas que sejam). O mundo perfeito só existe na ideia original.

O pior de tudo é que o mundo não para, as pessoas não têm paciência, todos esperam que estejamos prontos a qualquer hora do dia, como em plantão... prontos pra tomar decisões e sempre as certas!

-Hey mundo, eu não tô pronta!


"Não existe meio de verificar qual é a boa decisão a se tomar na vida, pois não existe termo de comparação. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um ator entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que pode valer a vida se o primeiro ensaio da vida já é a própria vida? E isso faz com que a vida pareça sempre um esboço. No entanto, mesmo 'esboço' não é a palavra certa porque um esboço é sempre um projeto de alguma coisa, a preparação de um quadro, ao passo que o esboço que é a nossa vida não é o esboço de nada, é um esboço sem quadro" (A Insustentável Leveza do Ser - Milan Kundera)