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quarta-feira, 8 de junho de 2011

enjoy your camel

... pra quem pensa tudo ao mesmo tempo





a verdade é que eu nunca entendi... por que as decisões mais importantes têm de ser tomadas com o menor tempo possível? a verdade é que não se pode decidir toda uma vida sem tempo pra pensar.


os calafrios, os arrepios, não são só pelo frio... a fenda espacial no estômago. os tremores. a fraqueza e a cabeça que pensa tudo ao mesmo tempo, que não pára, que não dorme, não descansa... aaah... essa cabeça nada pode fazer agora! atingiu a sarjeta. depois de matar. matar os sonhos, as esperanças, o medo? [não, provavelmente não, esse cresce cada vez mais]. depois de matar tudo que pudesse crescer dentro de si, atingiu a sarjeta, em todos os aspectos. e sentada ali, com seu camel, só tentava organizar tudo que brigava por prioridades em sua mente - que não pára.


- "como é que vai ser?" - "daqui pra frente"? - "não, só hoje, quero saber de hoje". - "como vou sobreviver?" - "como é que vou me ajeitar?" - "como vou conseguir comer?" - "ou... só voltar a respirar..." - "não sei! quem sabe?" - "talvez nunca saiba" - "vou ter que me contentar em imaginar".


e o mais difícil é esperar, do tipo: espere e verá. e até que aconteça, não dá nem mesmo pra viver. nem adianta tentar. porque não se pode ouvir, ver, sorrir, comer, dormir, sonhar. pelo menos, não verdadeiramente.




~prece. faça uma prece. com tudo que você aprendeu. com toda a força que lhe resta. com o último fio de esperança do que quer que seja que deseje.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Entorpecida



o desejo de escrever incomodava tanto que tirava o sono.

talvez seja a leitura excessiva. o fato é que um certo torpor tomou conta de seu corpo e abriu os olhos de relance. ao abrir os olhos encontrou uma cena perfeita...

a música falava sobre esquecer. as luzes mudavam depressa e só havia uma estrelha no céu - na verdade haviam outras também, mas essa se destacava, brilhava absoluta - dava pra pensar: mas uma imensidão de céu para uma só estrela? isso é egoísmo! sentindo-se membro da realeza, a lua a rainha e ela a princesa. a lua um capítulo à parte, em toda sua nobreza.

escolho falar sobre as estrelas daquela noite. um céu de um azul escuro, bem clarinho... a princípio só se podia ver uma estrela (como já foi dito), mas se estreitando os olhos, dava-se pra ver as outras tímidas, como vagalumes distaaantes... que aos poucos se abriam, iluminavam por pouco e se escondiam. era como uma colcha escura, clarinha com milhões de purpurinas que só se podia ver o reflexo. e só alguns quilômetros à frente, foi possível ver a lua. gigante. brilhando.

a verdade é que apesar de, por alguns minutos, essa tela hipnotizar, não era possível desviar o pensamento e não importava quem estava ao seu lado, segurando sua mão, consolando seu coração, respirando alto. os arrepios a tomavam por não querer pensar. não querer admitir. não querer acreditar. por vezes é mais fácil e mais recomendável, tentar se enganar.

afirmar é como permitir. negar parece afastar.

e no mesmo ritmo [entorpecida] adormeceu e sonhou...

sábado, 11 de setembro de 2010

Nicole


"Quanto mais tempo você espera por um vinho, melhor ele fica!"
Nicole agora dorme, ou "mal-dorme", sonhando (nas nuvens) com o que acaba de se passar.
Não sonhava com ele, não tinha imaginado como seria estar com ele, só o via como amigo (velha história de melhor amigo), cantavam juntos, viviam juntos sempre e foi assim que ela se acomodou, pelo medo de perder sua companhia.
Um dia ele se vai, ela não tem escolha, vai perder sua companhia! Então ela começa a pensar em tudo que poderia ter feito e não fez, e tem o maior arrependimento que se poderia ter: arrependimento do que não foi feito.
Eles se afastam, por muito tempo, tempo suficiente para que a amizade já não seja tão forte, e então ela começa a pensar e considerar a hipótese de dar uma chance a ele.
Ela já não dorme, se irrita facilmente e não vê a hora de voltar, daquele lugar que antigamente ela implorou para ir.
O dia é frio, chove, e ela treme mas, o clima não é o principal motivo. Não acredito que ela tenha coragem, o modo como leva a conversa, o modo como tenta disfarçar, demonstra uma covardia antes já vista.
Então o silêncio, o silêncio muda o rumo da conversa e abre brecha pra que ela aproveite o último momento, ela diz tudo que tinha planejado, as palavras que ela ensaiou tantas vezes enquanto não conseguia dormir.
"Preferia sua companhia a incerteza de algo mais..."
"... Não quero mais perder oportunidades, tendo que me arrepender por aquilo que não fiz..."
Independente de amigos, eles eram homem-mulher... e essa relação de humanidade ficou em evidência quando eles se beijaram... e explodiu em magia... pura magia.
Ela não se arrepende por ter esperado tanto, na verdade "quanto mais tempo você espera por um vinho, melhor ele fica!"

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Mudanças


Porque a mudança externa
é só uma exteriorização da necessidade de ser diferente
e mudar antigos hábitos!

Seu nome era Ana (Aninha como gostava de ser chamada) e às vezes não conseguia entender, com seus quase 17 anos, como alguém pode ter uma personalidade tão destruidora. Mal podia ser feliz, e não conseguia manter amigos que quisesse por perto, não se contentava com uma vida estável e não entendia como era possível permanecer sendo igual por mais que uns dois meses.
Recebera um e-mail, dizendo que o nada estava acabado, isso mesmo, o nada que ela não havia construído com aquele que não era realmente seu amigo...
"Não tente entender, a culpa não é sua, não tem nada a ver com você, por isso você nunca compreenderá!"
Não era a primeira vez que isso acontecia, e sabe o que dizem se acontece mais de uma vez, o problema pode ser com você!
Sua auto-análise incluía seu jeito extrovertido de ser, suas brincadeiras de duplo sentido, as piadas que não são compreendidas, e a sua necessidade de explicar-se sempre antes de dizer o que queria. "Como as coisas podem ser diferentes? Eu nasci assim, e é assim que morrerei nessa droga de vida".
Não conseguia se ver como uma mulher, uma mulher que muitas vezes atraía o desejo daqueles que se diziam seus amigos, e que atraídos pela sua teia só tinham uma saída: Se afastar e assisti-la de longe, evitar os pensamentos amorosos e a cobiça, sem poder explicá-la que o faziam porque a amavam.
Ou eles explicavam? E ela vivendo em seu mundo feliz e perfeito, não podia entender que o mundo não a via como ela mesma se via, não a viam como era no espelho: "a garotinha, a felizinha". Isso se dava pelo fato de que ela mesma se considerava, indesejável, como uma criança de 3 anos, só que isso era por dentro, no querer, na vontade, na inocência... Não se dava conta de que havia crescido e se tornado uma linda mulher, que os desejos de criança, a vontade de brincar, de que todos fossem amigos, de que não houvesse guerra nem coisas feias, que todos vivessem em um mundo perfeito, já não eram possíveis.
Mas primeiro veio a consciência e depois o baque de que tudo agora devia ficar para trás... Já não podia se aproximar dos homens sem imaginar que eles não a queriam como amiga, só viam suas belas formas e sua desenvoltura ao falar... Nada seria igual, não confiaria mais nos homens, e nem mais teria amigos.
A mudança começou por fora, quando percebeu que dali pra frente, tudo seria diferente!


domingo, 18 de abril de 2010

Alice

Enquanto tomava um longo banho, procurava acreditar que as lágrimas que lhe caiam dos olhos, eram um ardor provocado pelo shampoo. Não conseguia acreditar que mais uma vez estava passando pela mesma história, chorando pelo mesmo cara que acreditava ter mudado.
Alice passava suas horas pensando em como poderia resolver a situação em que se encontrava, já não conseguia raciocinar com clareza à respeito das decisões que precisava tomar.
Jogava tudo pro ar e começava da estaca zero, com o plano inicial... ou lutava por um amor que julgava ter sido traçado na maternidade?
Não acreditava específicamente em predestinação mas acreditava, em especial, naquele amor. Tinha em mente que cada um traça os próprios passos, cada um é responsável pelo próprio futuro. Desejava no momento somente ter a coragem pra por em prática um dos muitos pensamentos: desistir de toda e qualquer coisa que a impedisse de ser feliz e de realizar os seus sonhos.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Sonhos de artista

Dica: Ouvir a música no rádinho ao lado, tem relação com o post! :)

De que me adianta os aplausos do público se eu mesma não me saudo?
Antes tivesse ouvido os conselhos de um amigo e tivesse a cumprimentado antes de me apresentar (a luna).
Quando tudo terminou, senti uma fagulha de invalidez, como se nada pudesse fazer...
eu senti que todo o espetáculo da minha vida, foi só uma peça para o príncipe.
E seus encantos se acabaram.
Dessa vez duraram menos, foi tudo um abrir e fechar de cortinas... e a magia se foi.
Talvez seja a hora de pendurar minhas sapatilhas... você sabe qual é meu lugar.
Aquele abandonado e distante farol, com a garota Silêncio.
Depois do espetáculo, os coadjuvantes teimam em ir comemorar.
E tenho eu motivos para isso?
O máximo que podia fazer era dirigir-me à uma taverna que fica perto do porto.
Bebi sozinha alguns drinks, não tive coragem de entregar-me à quantidade necessária pra me deixar desacordada na praia...
Nunca coragem suficiente.
Ao subir as conhecidas escadas, dirigi-me ao meu objeto noturno, meu telescópio. Onde posso sentir a cidade, vê-la, e não estar nela...
De lá eu vivo a apreciá-lo, mas ele nem vai saber.
Apreciar o quê?
Honestidade? sinceridade? elegância?
O que é mesmo que me encantou em Vossa Majestade?
Provavelmente a vida bandida...
Coisa de artista, o que sempre sonhei ter, mas nunca fui mulher o suficiente.
Já passa da meia noite, o príncipe tornou a sapo, e a cama me chama à eternidade.

Aproveite o silêncio ~

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

No farol

Dica: Ouvir a música no rádinho ao lado, tem relação com o post! :)

À
noite no farol, solamente a luna...

ninguém pra incomodar, nem uma pessoa pra interromper meus devaneios...

Só eu! Eu a luna e o mar.

Ela me olha e eu a olho... provavelmente ela precise de mim.

Sim, ela precisa de mim. Ser imponente, orgulhoso e vaidoso...

Precisa do meu olhar atento e admirador.

Muda de fase pra que a notem. Quando cansa de iluminar as noites, vai diminuindo, diminuindo pra mostrar que, realmente, precisamos dela...

Eu grito, é o que preciso, gritar... e lá, ninguém vai me escutar

Um farol. O topo do mundo. Onde tudo começa e termina.

Exames internos... lógicas pessoais

Uma busca do que não se pode achar em meio à cidade que só faz cegar.

Solidão, é o que eu preciso.

Talvez eu queira que ela desapareça.

Eclipse.

Some, maldita... me deixa em paz.

Não me obrigue a ver a noite...

Que tudo se escureça.

Não quero ver sua beleza, não me obrigue à comparar-me à sua majestade.

Ser insignificante que sou, me deixe sonhar em paz...

Eu não quero ser um meio termo...

Ou só, ou acompanhada... Não sozinha na multidão.

Talvez ela me entenda. Ou não.

Tão sozinha lá, mas acompanhada de estrelas, bizilhões delas...

Tão amada, idolatrada, especial... tãao grande

Tão Lua. Amor. Encanto. Noite. Sedução.

Tão o que eu queria ser um dia! Notada. Solamente.

Me ilumina! clareia meu mundo - fechado-, minhas ideias.


segunda-feira, 13 de julho de 2009

Razão do 'escrever'


Por que escrevo? Primeiro porque decifrei os sinais da língua e às vezes a forma que faz o conteúdo. Escrevo por motivo grave de “força maior”.
Enquanto eu tiver perguntas e não houver resposta continuarei a escrever.
Quem me responderá? Não sei... Se terei resposta? Menos ainda.
Porque há o direito ao grito.
Então eu grito.
Grito puro e sem pedir esmola.
Escrever não é uma coisa que você resolve fazer e é ou não bem-sucedido. É uma coisa que arrebata, chateia, assombra de tal forma que, mais cedo ou mais tarde, você tem que entrar num acordo com ela. E por um período você tem paz, até que tudo começa de novo.
Escrever é gritar em silêncio, é pensar pro mundo, é marcar presença e fazer história.
Escrever é tornar palpável a imaginação. É permitir que outros voem em suas asas.
Não escrevo por aplausos, ou por achar que mereça ser “lida”. Escrevo para transbordar. Para deixar cair em algum lugar o que escorre por não caber mais.
Que não se esperem, então, estrelas no que se segue: nada cintilará, trata-se de matéria opaca e por sua própria natureza desprezível por todos.
Eu própria não entendi ainda, a grandeza daquilo que pretendo fazer.
Sinto-me como que, não tenha ainda alcançado a pessoa que está dentro de mim, é como se me escapasse aos dedos toda vez que a apalpo.
Escrever me deixa frente a frente com ela, como num espelho.
Pelo menos o que escrevo não pede favor a ninguém e não implora socorro.
Ou implora? Socorro. Pra mim mesma. Veja mais, sinta mais, seja mais sensível, pense alto, não se cale, não consinta, lute com mais garra, respire com mais força, faça por merecer a vida que você vive.
Não sei se perdi o jeito, ou a inspiração, mas esqueci como se faz isso. Acho que porque você escreve aquilo que vive, escreve a realidade. Não posso escrever se não vivo - como não vivo. Quero mais aventura, mais emoção, quero uma vida, quero pulsar, mudar o mundo, ser alguém. Quero amar, mesmo que não sendo amada (é necessário admiti-lo). Quero o meu carnaval.
E quero aceitar minha liberdade sem pensar o que muitos acham: que existir é coisa de doido, caso de loucura. Porque parece. Existir não é lógico.
Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de meu ser e se não fosse sempre a novidade que é escrever, eu morreria simbolicamente todos os dias.
Vivemos exclusivamente no presente, pois sempre e eternamente é o dia de hoje e o dia de amanhã será um hoje. A eternidade é como as coisas são nesse momento.
Pensar é um ato. Sentir é um fato.
Sei de algumas coisas por viver. Quem vive sabe, mesmo sem saber que sabe.
Coisa engraçada, viver. Viver, como dizem, é escrever sem borracha. Ruim é quando o lápis quebra a ponta. Há quanto vivo nessa, de viver e não saber que vivo. Vivo, ou existo?
E é por isso que escrevo, por não ter respostas, e não que as queira obter, mas é preciso arriscar, me atrever.
Um meio de obter é não procurar, um meio de ter é o de não pedir e somente acreditar que o silêncio que eu creio em mim é resposta a meu - meu mistério.

Inspirado em “A hora da estrela” e “A Mansão Hollow”
Por Ingrid


OPS.: Galera, perdoem-me o abandono, é que eu estou sem internet em casa, meu blog tá solitário e abandonado =/

Mil agradecimentos pra galera nova que andou visitando ai..

e até o final do mês ainda pretendo fazer uma comemoração pelo primeiro aniversário do blog (que é no final desse mês) ;)

valeu e não me abandonem apesar do MEU abandono =)


Beijos

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Já tá na hora!! Na hora não, já passou... to atrasada!! O tempo tá passando e eu tenho que pegar o ônibus do meu futuro... Não um ônibus do FUTURO, mas o ônibus da decisão, aquele que vai me levar pra o caminho q eu escolher. Ainda ontem ele passou do meu lado e eu pensei muito, decidi não embarcar. A pena é que ele não espera. Eu caminhei um tempo pela ruua, e até meio sem rumo, olhei um pouco as estrelas, pude observar uma beleza que há muito não via. Tudo bem, pode ser que a beleza estava nos meus olhos, na minha alma e não tanto nas estrelas em si. Só sei que acho que não encontrei a resposta que eu buscava. Me peguei andando em direção à rodoviária, talvez numa tentativa de averiguar se ele ainda estava lá me esperando. Não digo ônibus em vão, mas sim, pq ele inspira a idéia de nos levar pro lugar que desejamos... =/
Pois bem, tentativas frustradas de decidir até mesmo meu destino, como entrar em um automóvel e não saber nem pra onde ir? Bom, talvez seja isso mesmo que está faltando, vagar sem rumo, sem me importar, qdo eu chegar lá, descubro pra onde estou indo. Em uma dessas idas e vindas, eu descobri uma coisa, as passagens são limitadas, e nós temos q decidir bem RÁPIDO se vamos viajar ou ficar aqui mesmo, só sei que se eu não tomar logo a decisão, o tempo vai passar, os bilhetes vão acabar... e eu vou ficar bem ali, no ponto, esperando uma nova oportunidade, uma nova locomoção, e pode ser que ela não passe mais!!